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O QUE É NEUROPEDAGOGIA - 01



A palavra "NEUROPEDAGOGIA" é um neologismo que criei  por volta do ano 2000 para descrever um paradigma de aprendizagem que levasse em conta as últimas descobertas das neurociências de forma a utilizar esses novos conhecimentos na gestão do processo escolar.
Basicamente a neuropedagogia seria o ramo da pedagogia que se preocupa em compatibilizar o software (técnicas de ensino) com o hardware (cérebro humano).
Para minha surpresa descobri que a escola tradicional tinha muito mais compatibilidade com o cérebro humano do que essa nova pedagogia (leia-se "construtivismo")  baseada no wishful thinking de pessoas bem intencionadas mas totalmente ignorantes a respeito dos processos neurais.

O fato da escola dita "tradicional" (a escola que alfabetiza com o Caminho Suave e faz o aluno decorar a tabuada) ser mais compatível com o funcionamento do cérebro, e que foi motivo de surpresa da minha parte, tem uma justificativa mais do que lógica. Pensando bem, não deveria ter sido uma surpresa para alguém que nasceu em Bologna.
A Universidade de Bologna, por exemplo, foi fundada em 1088, ou seja, é quase milenar. Ora, em um milênio de tentativas e erros, analisados por mentes brilhantes é impossível não fazer o paradigma convergir para a metodologia mais adequada, mesmo desconhecendo a fundamentação neurológica do processo.
A escola tradicional é até mais antiga que isso e chegou a resultados bastante eficientes no processo de aprendizagem.
É claro que esse paradigma era (e ainda é) muito bem aplicado em algumas escolas e extremamente mal utilizado em outras. Infelizmente a causa dos equívocos foi mal diagnosticada e, em vez de corrigir as falhas, condenou-se o paradigma!
Para agravar a situação infiltrou-se, no sistema escolar, uma componente ideológica deletéria. Com o colapso da União Soviética os marxistas ficaram órfãos de uma utopia idealizada tendo apenas uma patética Cuba onde se apegar. Em vez de admitir que o capitalismo (que está literalmente arruinando o planeta) deva ser combatido de forma INTELIGENTE, tentaram fazer ressurgir o materialismo histórico indo atrás de um queridinho do Stalin chamado Vigótsqui (erroneamente transliterado para Vygotsky ) que tentou fazer, com a pedagogia o que um outro picareta chamado Lisenco (também transliterado como Lysenko, para dar um toque mais exótico) fez com a genética. Os dois tentaram criar uma pseudociência que justificasse o ideal marxista. Lisenco matou milhares de pessoas de fome quando as safras, baseadas em sua "genética" começaram a falhar e Vigótsqui, através de seu socio-construtivismo, está atrofiando o cérebro de milhões de crianças e adolescentes.
Em nenhuma faculdade de pedagogia do Brasil é possível defender uma tese que não seja construtivista! Até hoje, a pedagogia oficial (essa das pedagogas que só sabem ter ataques de pedagorréia) funcionou como uma gigantesca (e dispendiosa) software-house que criou aplicativos sofisticados e até bem intencionados.
O problema, que faz com que não só a pedagogia brasileira, mas até a mundial não funcione a contento, é que essa software-house nunca se preocupou em determinar as características do hardware no qual esses aplicativos seriam rodados!
E o problema não é só a contaminação ideológica do sistema educacional. A tendência fútil da busca do novo pelo novo, só para mostrar que se está "na última moda" fez com que se criassem desvairadamente "softwares" sem levar em conta o hardware disponível (cérebro do aluno) ou até a viabilidade prática desses aplicativos. Hoje eu assisto, horrorizado, escolas substituírem cadernos por tablets, tendência essa incentivada paradoxalmente pelo consumismo do sistema capitalista.
Há uns 15 anos, por exemplo, ao ver um colega entusiasmadíssimo com o tal do construtivismo, pedi para ler alguns textos que me colocassem a par com essa "moda".
Estarrecido os devolvi afirmando: "O indivíduo que escreveu isso jamais segurou um pedaço de giz na mão e entrou em uma sala com 40 alunos!".
Escandalizado e escorado em uma espécie de unanimidade em torno dessa última moda meu colega disse que eu não havia entendido nada. Retruquei que havia entendido sim, tratava-se de uma filosofia educacional perfeita para ser aplicada por preceptores de príncipes!
Pois é, apesar do arrasador tsunami que o fracasso do construtivismo provocou, ainda tem gente que tenta defendê-lo afirmando que "foi mal entendido e mal aplicado".
Não é verdade! Ele foi é mal concebido por ser incompatível com as características do cérebro humano!
Na tentativa de tornar "científico" o materialismo histórico,
Vygotsky fez com a pedagogia o que Lysenko fez com a genética!
Como existe um ditado que diz: "Você pode enganar poucos por muito tempo ou muitos por pouco tempo, mas jamais conseguirá enganar todos o tempo todo!" o fenômeno dessa moda sofreu um refluxo. Uma quantidade enorme de escolas particulares declaradamente construtivistas faliram e hoje as que voltaram ao sistema tradicional estão abarrotadas de alunos. Infelizmente o viés político faz com que o construtivismo ainda seja empurrado goela abaixo das professoras de escolas públicas.
O que o xiitas da esquerda burra não pecebem é que isso está aumentando ainda mais o abismo entre as classes sociais. Enquanto que os pais que podem pagar uma escola particular estão tendo seus filhos instruídos por um modelo que está resgatando a qualidade, os que têm seus filhos em escolas públicas estão recebendo um verdadeiro lixo educacional.
Eu sei que essa minha posição é muito polêmica e tem atraido alguns olhares de descrença ou até de ódio.
–- Como você enxergou tudo isso quando todo mundo estava pensando ao contrário? –- muita gente me pergunta.
Em primeiro lugar não fui o único a enxergar essas discrepância. Muitas pessoas sensatas, indignadas com as Rosinhas e os Chalitas da vida, também se enfureceram com essa espécie de ditadura intelectual que os modismos tentam impor.
Nenhuma, insisto, nenhuma pedagoga ou professora inteligente com quem tenho conversado (e olhe que são centenas) engoliu essa farsa do construtivismo. Publicamente calam-se para não cair no ostracismo mas já recebi muitos relatos, por exemplo, de professoras alfabetizadoras que trancam a porta da sala e, às escondidas, puxam cartilhas para finalmente conseguir alfabetizar seus aluninhos!
Em Julho de 2012 participei de uma mesa redonda em um congresso perante uma platéia de centenas de pedagogas. Durante minha apresentação não resisti e contei a velha piada que pergunta quantos construtivistas são necessários para trocar uma lâmpada (a resposta é:"Nenhum! Quando a lâmpada se sentir pronta vai se trocar sozinha!").
Para minha surpresa fui aplaudido entusiasticamente (note: as pedagogas não se limitaram a rir... aplaudiram), ou seja, quiseram mostrar apoio para alguém que estava tendo a coragem de denunciar essa ditadura estúpida que está sendo imposta pelos construtivistas. É claro que no meio das centenas havia uma meia dúzia cujo olhar carregado de ódio estava me fuzilando.
Em segundo lugar posso dizer que tive a oportunidade de ver coisas sob um prisma diferente porque trilhei caminhos diferentes.
O único contato acadêmico que tive com a psicologia e a pedagogia foi por ocasião de minha licenciatura (em Física) na USP quando fui obrigado a suportar as aulas mais burras, incompetentes, fúteis, inúteis, contraproducentes e idiotas a que jamais havia assistido em toda minha vida!
Certamente não seria esse o caminho que me levaria a  entender algo sobre aprendizagem.
Meu caminho foi bem diferente e havia começado bem antes.
Em 1961, com 18 anos de idade, me caiu nas mãos um livro fantástico escrito por um francês e traduzido para o Português em 1959: O PENSAMENTO ARTIFICIAL de Pierre de Latil.

Era o início de uma revolução que acabaria tendo seu auge nos tempos atuais: a computação estava deixando de ser algo misterioso e começava a fazer parte do dia a dia das pessoas.
Lendo esse livro é que entendi o que era feed-back, homeostase, computador digital e tantas coisas interessantes.
Foi quando comecei a perceber que pelos caminhos da inteligência artificial talvez pudéssemos, um dia, comprender a inteligência natural.
Em 1967, na faculdade de Higiene e Saude Pública da USP acabei fazendo meu primeiro e único curso de computação na vida.


Pierre de Latil
Já em 1961 ganhava a vida como professor substituto na Escola Técnica Oswaldo Cruz (onde me formaria Químico Industrial).
Con exceção de algumas pequenas pausas na Indústria e na área editorial, sempre fui professor.
No curso pré-vestibular acumulei a gigantesca quantidade de mais de 100 mil ex-alunos.
Na universidade, por outro lado, enveredei cada vez mais pelos caminhos da computação e acabei voltando para um dos meus primeiros interesses: a Inteligência Artificial.
Ao contrário do astrofísico Penrose, tenho absoluta convicção de que, em breve, faremos uma máquina pensar de uma forma até mais sofisticada do que conseguimos com nosso cérebro.
Por enquanto, porém, o que temos dentro do crânio ainda é o melhor computador do mundo.
O cérebro é um universo fascinante que comecei a explorar usando tudo o que aprendi lecionando Física e Inteligência Artificial.



Creio que, por enquanto, deu para perceber que essa neuropedagogia não tem quase nada a ver com a "neuropedagogia" de certas faculdades de pedagogia que se apossaram de meu neologismo e que chegam ao absurdo de misturá-la com psicanálise!
Ora, misturar neuropedagogia com psicanálise é como treinar uma astronauta fazendo-o frequentar um curso de Astrofísica e Astrologia!
Ou tentamos uma abordagem CIENTÍFICA para salvar o destruído Sistema de Ensino Brasileiro ou vamos continuar mergulhados em achismos que beiram o esotérico.
Deixar que as crianças e os jovens fiquem nas mãos dessas malucas que não tem um pingo de critério, bom senso, método científico é cometer um verdadeiro holocausto mental da próxima geração!
Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento epistemológico sabe que os trabalhos de Piaget são altamente criticáveis por não terem seguido uma metodologia científica e por produzir generalizaçãos indevidas dada a exiguidade da amostra testada.
Apesar disso quais são os dois ídolos das faculdades de pedagogia brasileiras do século XXI? Vigótsqui e Piaget!
Só falta agora usar Freud, Lacan ou Jung para melhorar o ensino, por exemplo, da química orgânica!
Clique agora no próximo link para continuar entendendo o porquê dessa indignação.



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